Liderança

Compartilharemos aqui textos, mensagens e experiências acerca da liderança como fator diferenciador nas organizações.

domingo, 22 de maio de 2011

A arte de perguntar

Olá amigos e amigas!

No post de hoje, trago uma discussão acerca das perguntas.

No livro do Prof. Dr. Augusto Cury, "Pais brilhantes, professores fascinantes" (Ed.Sextante), você encontrará uma rica explanação sobre este tema, onde o brilhante autor, o destaca como a Arte da Dúvida.

Tenho visto uma grande quantidade de gestores totalmente despreparados em relação a este assunto. Pessoas que reclamam da baixa adesão ou pouco comprometimento da equipe em relação aos desafios que lhes apresenta.

Veja um exemplo:

Um gerente de vendas, reúne toda a sua equipe e ao apresentar-lhes uma nova meta, pergunta veementemente a todos:

- Vamos bater esta meta ou não vamos??...

Agora, eu te pergunto: será que alguém na equipe deste gerente, tem a coragem de levantar a mão e dizer, um sonoro, "não"?

Creio que vai concordar comigo que dificilmente alguém dirá um não aos colegas e ao gerente, salvo se quiser desafiá-lo diante de todos.
O que na verdade acontece é que o gerente faz de conta de comunica, e a equipe faz de conta de aceita. E, quando ambos viram as costas, passam a agir como se fantasiassem a realidade. Ou seja, não há compromisso nem adesão genuína porque falta pleno entendimento.

Todas as perguntas que resultem em respostas curtas e diretas, tendem a ter pouca "energia" de conhecimento incluída, podemos aqui chamá-las de "perguntas fechadas".

Posso dizer-lhe que "perguntas abertas", que levem à reflexão, ao pensamento, tendem a ter melhor resultado. Veja o exemplo a seguir:

- Pessoal, de que forma poderemos atingir este resultado?...
ou
- Equipe, de que maneira teremos maiores chances de sucesso na ação?...

Pergunte e escute atentamente todas as contribuições.

Conforme as ideias sejam ditas pela equipe, a cada alternativa, o líder deve incentivar mais e mais propostas, até todos firmarem um acordo coletivo, isto fará com que todos sintam-se participantes da solução e melhora as chances de comprometimento. É claro, que tudo depende da forma com que o líder aborda a situação, quando mais leve e seguro for, mais a equipe o seguirá.

Ao final, assegure o entendimento, realizando perguntas sobre trechos da forma escolhida por todos. Conforme forem as respostas, o líder saberá se realmente entenderam, ou se só fizeram de conta...

Acompanhe ao lado de todos, forneça todas as ferramentas e conhecimentos que precisem, abra o caminho para a equipe passar, garantindo que processos travados sejam liberados para que o resultado previsto venha e, ao o conquistarem, comemorem juntos, reconheça a boa performance e elogie o comprometimento.

Desta forma, tenho visto gestores ter muito mais sucesso em comprometer e atingir resultados diferenciadores com seus times.

Forte abraço.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Dica para Selecionar sua Equipe de Trabalho

Olá amigos e amigas,

Encontrar a pessoa certa para o lugar certo. Podemos afirmar que esta é, sem dúvida, uma das grandes atividades dos líderes. O fato é que a complexidade das organizações, a diversidade humana, a evolução da sociedade, dentre outros fatores, torna este desafio cada vez mais profundo e exige um forte acompanhamento da liderança.

Neste post, trago um caso muito emblemático para estimular nossa discussão acerca da seleção de pessoas para uma equipe de trabalho, onde trago uma lista de candidatos e peço que analise cuidadosamente o perfil de cada um deles e, ao final do post, poderá fazer suas análises sobre o tema.

Então, vamos lá! Analise o perfil dos candidatos abaixo (os relatos abaixo vieram dos laudos e relatórios das entrevistas e dinâmicas de grupo previamente aplicadas):


Candidato A - Trabalhou no setor público. Em uma investigação foram encontrados indícios de participar de um esquema de corrupção. Tinha péssima reputação. Pessoa sociável, gosta de festas e provavelmente já usou o dinheiro público para promovê-las.

Candidato B - Certa paranóia sobre insegurança. Rápido para pensar e rápido para desacreditar.  Orienta-se segundo a lógica, falta-lhe sensibilidade e imaginação. O mundo tinha que girar em torno de suas verdades, impressões e crenças. Desconfiava de tudo e de todos.

Candidato C - O mais forte determinado e sincero do grupo. Porém inculto, iletrado, intolerante, irritado, agressivo, inquieto, impaciente, indisciplinado, não suporta ser contrariado. Não era empreendedor, e, não planeja o futuro, vive apenas em função dos prazeres do presente. Hiperativo e intensamente ansioso. Impunha e não expunha suas idéias. Trabalhava mal suas frustrações. Repetia os mesmos erros com freqüência.Seria um aluno que qualquer professor queria ver em qualquer do mundo, menos em sua sala de aula.

Candidato D - Era o mais jovem, amável, prestativo e altruísta. Porém também era ambicioso, irritado, intolerante, intempestivo, não sabia colocar-se no lugar dos outros nem pensar antes de reagir. Não sabia proteger sua emoção e nem filtrar os estímulos estressantes. Almejava a melhor posição entre todos do grupo. Segundo ele, os cargos inferiores pertenciam aos outros. Sua personalidade tinha paradoxos: era simples e explosiva, amável e flutuante.

Candidato E - Era moderado, dosado, discreto, equilibrado e sensato. Não há elementos que indiquem que se tratava de pessoa tensa, ansiosa e inquieta. Nunca tomou uma atitude agressiva ou impensada. Jamais foi repreendido por seu superior. Sabia lidar com contabilidade. Era o mais eloqüente e polido dos candidatos. Mostrava preocupação com as causas sociais. Agia silenciosamente.




Bem, antes de continuar a leitura deste post, escolha quais dos cinco candidatos você contrataria para compor a sua equipe e, saiba que você precisa contratar um número muito grande de pessoas para o seu objetivo.





Pronto? Fez sua escolha?


Muito bem. Agora revelarei os nomes dos candidatos para avançarmos no processo: os nomes são Mateus, Tomé, Pedro, João e Judas, respectivamente. Lembra-se destes nomes? Talvez você não tenha escolhido nenhum deles pelo perfil descrito acima, ou talvez escolheria um ou dois deles. Mas sabemos que todos foram contratados por seu líder.
Este líder, Jesus Cristo, considerado o Maior Exemplo de Liderança da humanidade, confiou plenamente no potencial de cada uma das pessoas de sua equipe. Respeitou suas limitações e soube decifrar as forças de cada um orientando-os e inspirando-os a formar novos líderes em busca do objetivo.Você pode até não concordar com esta seleção, mas te garanto: ela deu certo! O objetivo de ir ao mundo professar a boa nova continua, mesmo 2000 anos depois!

Peço que analise o conteúdo desta mensagem somente pelo vértice da seleção e, deixe de lado questões religiosas ou dogmáticas. Reflita se você realmente tem sido genuinamente interessado nas Pessoas como um ser Único e Complexo, ou tem caído nas armadilhas do pragmatismo e do método para identificar e formar sua equipe de trabalho.
Precisamos reinventar a forma de selecionar. Buscar alternativas que nos proporcionem meios mais inspiradores de formar nossos times.

Para o conteúdo deste post, encontrei inspiração em capítulos do livro: "Análise da Inteligência de Cristo", escrito pelo Dr. Augusto Cury, Ed. Sextante.

Forte abraço.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Formar novos líderes, e não seguidores!

Olá!


Para o post de hoje, separei algumas reflexões que julgo ser interessantes para a construção de um modelo de liderança organizacional. Muito se fala acerca do líder carismático, comunicador, engajador. Sem dúvida, estas características são muito importantes, contudo, para a organização, podem representar um risco. E é aí, neste ponto que reside a nossa reflexão:

Ao pesquisarmos o termo "carisma", no Wikipedia, por exemplo, encontraremos algumas definições, que de alguma forma definem pessoa com algo especial e, esta "especialidade" faz com que esta pessoa arrebanhe admiradores, pessoas que se identificam com as características e, portanto, este "carismático", passa a possuir certo poder de influência dentro de um grupo. Ele ou ela, passa a ser ouvido, percebido, com maior atenção que os demais.
Habilidades de comunição, em que a harmonia entre a linguagem verbal e não-verbal, são altamente aplicadas, onde a força e a energia produzida, sintonizam o grupo e o comunicador, podem ser relevantes diferenciadores de carismáticos em um grupo.
Existem benefícios? É lógico que sim! Um líder precisa ser hábil em comunicação para engajar seu time, focar no objetivo, coordenar as energias ao resultado, e para isso, deve utilizar a retórica, a linguagem não-verbal como suas ferramentas e, que na falta destas características, logo percebemos. Todos temos exemplos de pessoas que passaram pelo nosso caminho, em que reconhecemos nelas alto conhecimento sobre um determinado assunto ou tema, mas que por vezes terminamos concluindo: "... sabe muito para si próprio, mas não sabe passar...". Pois é, saber comunicar-se com habilidade é muito importante.

Esta característica é muito importante para o Líder, mas e para a organização? Vejamos:

Todas as organizações precisam de líderes, de personagens que orientem e engajam times, coordenem os esforços, e na busca por estes, acabam direcionando muitas ações de recrutamento, desenvolvimento, etc. Mas aí, justamente neste ponto, mora um grande risco: a organização focar no líder e não na liderança.
Ao concentrar seus esforços no líder, passa, de alguma forma a criar dependência da pessoa, do líder e, se este sai, pronto, está feita a ruína! Os admiradores deste líder, ou logo saem, ou acabam reduzindo drasticamente sua motivação pelo trabalho, perdendo identificação, pois viam a empresa naquela pessoa.

A organização precisa investir na formação de Liderança, ou seja, formar novos líderes sempre! Liderança está na próxima geração!
Possuir programas que orientem seus líderes a compartilhar seus conhecimentos, habilidades, ser exemplo de valores corporativos, para que novos líderes sempre surjam e que estes, tenham oportunidades. Uma promoção interna, causa um bem enorme em toda a cadeia, desde que todos os postos de liderança tenham sucessores sendo preparados ou prontos para assumir imediatamente.
Investir em liderança, faz com que todos na organização passem a pensar coletivamente, na comunidade corporativa e, torcer pelo sucesso do outro, pois somente assim, há o crescimento individual. Quando um cresce, os outros também!
Nos próximos posts, trarei algumas práticas que podem ser assumidas na organização para focar na Liderança e não somente em líderes!

Abraços.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

O Essencial e o Fundamental

Olá!

Muitas vezes ouvimos que "aquilo é fundamental para o sucesso", ou que "isso é essencial para que sejamos felizes...", mas afinal você sabe a diferença entre o que é essencial e o que é fundamental?

Ouvindo uma explicação muito interessante do filósofo Mário Sergio Cortella, pude compreender alguns pontos, os quais quero compartilhar contigo, a fim de contribuir para nossas discussões acerca de liderança.

O Essencial faz parte da essência, do íntimo, da alma, daquilo que nos compõe e nos identifica, e que, por esta natureza, não pode faltar. Por exemplo: honestidade. Esta faz parte da essência. Torna-se impraticável conviver com a desonestidade, fator este que não se discute: ou tem ou não tem! Não dá para colocar honestidade no seu currículo. Esta não é condição que aceitamos negociar.

O Fundamental faz parte do universo de condições que fundamentam e sustentam as decisões e fatos. O fundamental está repleto de reforços ao que procuramos, desejamos. O fundamental faz parte da base, garante as fundações que sustentam nossas decisões. Podemos adquirir novas habilidades fundamentais e estas, passam a sustentar nossas direções.

Assim, peço que reflita sobre quais são as características essenciais que te movem em busca de seus objetivos e, em seguida, tente analisar quais são as fundamentais que te apoiam nesta busca. Integridade, honestidade, transparência, compaixão, podem te ajudar a encontrar sua essência, sua identidade.

Liderança só se sustenta na prática dos valores essenciais, aqueles que compõem um quadro de crenças e que dão significado à formação de novos líderes, ao exemplo a ser seguido, à busca pela felicidade genuína e justa.

Pense nisso!

Forte abraço.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

O poder do entusiasmo

Olá!


Hoje quero compartilhar uma definição bastante interessante e que pode te ajudar a inspirar tuas equipes e ações. Você conhece o significado da palavra entusiamo?

Antes que você procure no Google ou outro buscador, deixe-me trazer-te uma breve história:
Entusiasmo vem do grego, enthousiasmós, onde Théos, significa Deus.
Na Grécia antiga, existia um local chamado Delphos, onde lá vivia uma vidente. Os gregos eram politeístas, ou seja, acreditavam em vários deuses e, esta vidente teria o poder de receber estes deuses quando os invocava (aqui no Brasil seria baixar o santo...rsrsrsr).
Conta a história que os comandantes militares, antes de saírem com suas tropas a alguma batalha, iam até Delphos e solicitavam à vidente que recebesse energia dos deuses e transmitisse a todos os seus soldados. Assim, ao receber os deuses, ela ficaria "entusiasmada", ou seja, com a energia dos deuses e passaria essa força aos combatentes, e estes, após isso, ao ficarem também "entusiasmados", iam muito mais confiantes e motivados às fileiras dos combates.

Nós, brasileiros, não cremos em vários deuses. Cremos em um só Deus. Usando este conceito, podemos dizer que a palavra entusiasmado, significa: "Aquele que tem Deus dentro de si".

Me atrevo a dizer que o entusiasmado, acredita muito mais nele, menos na concorrência, muito mais em suas forças e competências, menos em seus competidores, pois sabe, que existe algo ou alguém muito poderoso que o protege e ajuda... O Entusiasmado "transborda" energia positiva por onde passa, consegue mudar o ambiente para o bem, coloca as pessoas em um patamar muito superior de onde as encontrou, porque sabe que consegue, acredita, confia em si próprio.

Peço que reflita: o quanto você tem sido entusiasmado ultimamente? Será que sua equipe percebe o seu entusiasmo? Será que te seguem porque acreditam na tua luz? Lembre-se: o entusiasmado confia muito mais nele, nas suas fortalezas do que no mundo externo, nas suas limitações.

O que você tem sido para sua equipe? Um entusiasmado líder, apaixonado por criar obras? Qual o legado pretende deixar? Qual a marca sua será lembrada?

Forte abraço.

sábado, 6 de novembro de 2010

Liderança Protagonista

Olá!

Certa vez, fui contratado por uma organização para trabalhar com sua liderança. Encontrei um cenário bastante típico: queda nas vendas, alta de desperdícios, colaboradores sem entusiasmo, acionistas com os nervos à flor da pele, clientes reclamando... Ou seja, um desastre!
Comecei meu trabalho em uma manhã de segunda-feira, e fiquei somente observando e ouvindo os comportamentos, ações, analisando as atitudes, e fazendo algumas anotações. Fui convidado por um coordenador de atendimento a tomar um café da manhã com ele. A empresa era muito bonita e agradável, possuía um local para convivência dos colaboradores bem aconchegante e tranquilo. De início, ele me disse:

- "sabe Rodrigo, o nosso problema aqui é que a área de vendas sempre só pensa em vender sem se preocupar se conseguiremos atender...". Questionei-o se havia outros problemas parecidos e ouvi:

"Ah! Com certeza! O pessoal da entrega então, nem te falo... e, sem contar o fato de que o garoto do financeiro, não ajuda...".

Após esta degustação do que eu encontraria, continuei minha peregrinação observando a equipe de estoque e armazenagem trabalhando e ouvi o supervisor de armazém dizendo a um de seus empilhadeiristas:
"- Esse pessoal de compras não sabe o que faz mesmo...!"

Depois de um dia inteiro de exemplos, desenvolvi meu programa aos líderes com o nome de "Entre em cena!" e, um dos principais tópicos que trabalhei foi levar todos à reflexão acerca do conceito de "Protagonistas" e "Vítimas" na organização.
Vítimas são aqueles que sempre estão sofrendo algo por ação de outro, que naquele momento, usou de sua força, posição, poder... Organizações em que existe baixo senso de responsabilização é comum encontrarmos a postura a vitimização, aquela em que as pessoas preferem colocar a culpa no outro primeiro, a assumir a sua parcela de responsabilidade.
Quantas e quantas vezes ouço me dizerem que é culpa do governo termos deficiências no campo da educação, por exemplo. Pergunto-lhes: e qual é a sua responsabilidade? Você acha que não tem responsabilidade com a sua pátria? Qual é a sua parcela de contribuição para melhorar a educação da sua casa, vizinhança, empresa, etc?
Precisamos de uma liderança mais protagonista. Que assuma a cena do presente e pare de ficar lamentando o passado. Precisamos de uma liderança que dê o exemplo de atitudes em que o assumir a responsabilidade seja a regra. Precisamos de liderança que pare de ficar reclamando e passe a agir, antecipando-se aos fatos, mostrando a todos da equipe que: "sim, nós podemos!" ou "a responsabilidade é nossa!".
Assim como o "líder vítima" deixa sua marca na equipe, "líderes protagonistas" também deixam, só que para estes, a marca vem com melhora da performance, clientes mais satisfeitos, equipe com mais "brilho nos olhos".
Lancei um desafio aos líderes daquela organização para que usassem a seguinte afirmação: "o problema é nosso!". Pedi que começassem a usar o pronome "nós" em todos os seus discursos e que sempre estimulassem suas equipes no uso deste pronome...

Resultados? Nos dois primeiros meses, tiveram 13 pedidos de demissão! E veja que interessante: 80% dos que saíram eram justamente aqueles com maior postura de vítima em tudo. Reclamavam de tudo e todos. O grupo até ficou mais leve e aliviado... Passados alguns meses os novos colaboradores, que vieram já ouvindo a nova doutrina do "nós" assumiram rapidamente o ritmo do trabalho protagonista... Até que receberam o primeiro e-mail de elogio de um grande cliente, enaltecendo o trabalho ágil e prestativo de uma das equipes. O que fizeram? Comemoraram muito e passaram a usar isto como meta: Surpreender o cliente!

Protagonista faz isso, concentra-se na satisfação do outro ao invés de culpá-lo pelo fracasso.

Faça isso! Estimule sua equipe a pensar como protagonista das ações. Reconheça as ações proativas e entusiasmadas com foco do cliente, isto pode ser um importante diferencial competitivo.

Abraços.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Que tipo de líder você é?

Olá!

Tendo como base o conceito de que liderança é a arte de influenciar pessoas em busca de objetivos, podemos analisar um contexto bastante significativo neste ambiente.

Considerar liderança como arte faz com que apliquemos nela a visão de paixão, significado, identificação com uma obra, com uma causa válida e segura. Artista é aquele que coloca sua emoção, sua energia criativa no foco de construir sua obra. Ao artista interessa a importância em fazê-la; ele vive sua arte a ponto de que ela seja parte de sua existência.
Quando este artista, entra em atividade consegue influenciar outros a ponto de que consigam enxergar o que ele vê, consigam visualizar o que ele imagina, ou mesmo, decifrar o que ele está moldando. Ao fazer isso, este artista conquista pessoas que, de alguma forma, criaram identificação com a sua obra. Esta identificação faz com que permita a criação de um elo muito vigoroso, o da influência. Através deste elo, a liderança se fortalece e faz com que outras pessoas passem a acreditar no objetivo, no significado da obra, da visão de futuro.
Um líder faz isso. Consegue plantar um sonho de futuro na vida das pessoas, a partir dos seus exemplos, estilo de vida, resultados, crença, etc. Assim, podemos dizer que existem líderes e líderes. Tudo depende da forma como agem. Se usa seu poder de influência para o benefício de todos, se age responsavelmente, pode ser um exemplo a ser seguido.

Líder forma e não somente informa.

Um verdadeiro líder, vê sua arte viva no momento em que consegue formar outros líderes. Em que ensina outros a construírem suas obras, a transformarem a vida de outras pessoas, pelo poder da verdade, dos valores, da inspiração genuína.

Existem alguns pseudo-líderes que somente informam. Que pensam que ficar repetindo ordens, diretrizes, políticas é ato de liderar. A esses damos nome de "chefes".

Mas como já diz Mario Sergio Cortella: "chefe não é líder e líder não é chefe, mas deveria sê-lo". É preciso saber liderar e também ser gestor. Mas isso é assunto para o próximo post.

Abraços.